domingo, 9 de outubro de 2011

Silêncio...







Hoje a casa está em um silêncio que nunca havia notado. Nada de diferente, eu como sempre aqui na frente da TV e do Computador, mas é que nesses últimos dias voltei a ter minha família por perto. Família que vejo uma, duas vezes por mês ou até mesmo vários meses depois.

Comida de mãe, carinho de irmã e até mesmo abraço de pai... Tudo isso me fez muito bem esses dias, poucos dias que se passaram rápidos e felizes. E hoje, volto ao silêncio do meu lar, estranho...

Nesses últimos dias eu também aprendi que só se sabe o valor do silêncio quando se é preciso calar para não ferir alguém. As vezes é melhor fechar a boca os olhos e também os ouvidos para que as coisas permaneçam no lugar, ainda que não sejam no lugar devido.

As vezes caímos na inoscência de mesmo conhecendo muito bem as pessoas, acreditar que ela terão outro tipo de atitude, a atitude que você esperava que ela tivesse, a atitude que você achava que seria a certa, mas aí vem aquela reação que embora você já soubesse que é do perfil daquela pessoa que você tanto conhece, você esperava outra coisa...

Pois bem, também é preciso calar para não se ferir. Falamos por bem e acabamos por mal. Silêncio! Eu só queria ajudar. E ajudei. Ajudei os meus pensamentos, ajudei a repensar as minhas atitudes, ajudei a minha boca a calar para não fazer o que não é da minha personalidade.

Não soltei o verbo, não revidei, mas também não calei. Falei o que se queria ouvir, as vezes é preciso.

E volto ao silêncio, ao silêncio da minha casa, dos meus pensamentos... Ao silêncio que me angustia e ao mesmo tempo me traz a paz.

Se é pra falar demais ou de menos, SILÊNCIO.

As vezes o silêncio é a melhor resposta.